Todas as semanas, em consulta, ouço as mesmas ideias feitas sobre alimentação, algumas com décadas, outras nascidas mais recentemente nas redes sociais. Vamos rever cinco delas à luz da evidência científica atual.
1. Comer à noite engorda
O que determina o balanço energético não é a hora a que se come, mas o total de calorias e a qualidade nutricional ao longo do dia. Comer tarde não é o problema: o que se come, e em que contexto, é que importa mais.
2. Os hidratos de carbono são inimigos
Os hidratos de carbono são a principal fonte de energia do corpo. O problema não está na categoria de macronutriente, mas na qualidade e quantidade das fontes escolhidas, já que cereais integrais e leguminosas têm um papel muito diferente de açúcares refinados.
3. É preciso fazer seis refeições por dia
Não existe um número mágico de refeições que sirva para todos. O número ideal depende da rotina, do apetite e dos objetivos de cada pessoa: algumas beneficiam de refeições mais frequentes, outras sentem-se melhor com menos.
4. Sumos detox limpam o organismo
O fígado e os rins já desempenham essa função de forma contínua e eficaz. Sumos detox não têm evidência de eliminar toxinas adicionais e, frequentemente, são pobres em fibra e ricos em açúcar.
5. Gordura na alimentação faz mal ao coração
Nem toda a gordura é igual. Gorduras insaturadas, presentes no azeite, frutos secos e peixe, são protetoras da saúde cardiovascular. O que importa é o tipo de gordura, não a sua eliminação total do prato.
Em resumo
A nutrição raramente se resume a regras absolutas. Se tem dúvidas sobre a sua alimentação, o mais seguro é procurar orientação personalizada em vez de seguir recomendações genéricas encontradas online.
